A hipocrisia de uma sociedade burguesa do século XIX sob a ótica do realismo.
O Realismo origina-se na França
num momento que muitos trabalhadores assalariados começaram a
reivindicar os seus direitos, organizando-se em sindicatos e partidos
políticos.
Esse cenário foi propício para o
desenvolvimento desse novo. Em 1857, com a publicação do romance de Gustave
Flaubert, chamado: “Madame Bovary”, foi que o movimento
tonou-se conhecido no contexto literário.
A escola também se expandiu para além da literatura. As artes
plásticas, arquitetura, música, teatro e cinema começaram expor algo cada
vez mais próximo da verdade, enfatizando o objetivismo e o racionalismo.
No Brasil entre 1881 a 1893 - se contrapôs ao estilo anterior, o Romantismo. O realismo teve
o ponta pé com a publicação do romance Memórias póstumas de Brás Cubas, de Machado de Assis.
Esse momento é marcado pelo objetivismo, pela veracidade com foco na construção da realidade social
(ambientação); (o ser humano é fruto do meio) Personagens comuns e cotidianos, mas construídos com profundidade; Faz crítica a sociedade
burguesa; Ironia como marca retórica: Enfoque em
descrições psicológicas:
Machado é
um autor complexo demais para ser rotulado apenas como realista. De qualquer
forma, suas principais obras são:
Memórias
Póstumas de Brás Cubas (1881), a primeira do Realismo brasileiro; E
suas obras são muito cobradas no ENEM.
Dom Casmurro
(1899);
Esaú e Jacó (1904);
Memorial de Aires
(1908).
Outras duas obras do Realismo no
Brasil, não menos importante, são figurinhas carimbadas cobradas em exames para
ingresso no ensino superior.
O Ateneu
(1888), de Raul Pompeia.
Inocência (1872),
do Visconde de Taunay.
Os autores realistas direcionam suas obras para os problemas sociais,
políticos, econômicos e culturais da época, os quais afetavam grande parte da
massa operária.
Dessa maneira, exploram muitos temas relacionados com esse universo,
tais quais: a pobreza, a miséria, as diferenças sociais, a exploração, a
corrupção,
QUESTÕES.
1.
(ENEM) Óbito do autor
(…) expirei às duas horas da tarde de uma
sexta-feira do mês de agosto de 1869, na minha bela chácara de Catumbi. Tinha
uns sessenta e quatro anos, rijos e prósperos, era solteiro, possuía cerca de
trezentos contos e fui acompanhado ao cemitério por onze amigos. Onze amigos!
Verdade é que não houve cartas nem anúncios. Acresce que chovia – peneirava –
uma chuvinha miúda, triste e constante, tão constante e tão triste, que levou
um daqueles fiéis da última hora a intercalar esta engenhosa ideia no discurso
que proferiu à beira de minha cova:
– ”Vós, que o conhecestes, meus senhores, vós podeis dizer comigo que a
natureza parece estar chorando a perda irreparável de um dos mais belos
caracteres que tem honrado a humanidade. Este ar sombrio, estas gotas do céu,
aquelas nuvens escuras que cobrem o azul como um crepe funéreo, tudo isto é a
dor crua e má que lhe rói à natureza as mais íntimas entranhas; tudo isso é um
sublime louvor ao nosso ilustre finado.” (….)
(Adaptado. Machado de Assis. Memórias póstumas de Brás
Cubas. Ilustrado por Cândido Portinari. Rio de Janeiro: Cem Bibliófilos do
Brasil, 1943. p..1.)
Compare o texto de Machado de Assis com a ilustração de Portinari. É correto afirmar que a ilustração do pintor:
a)
apresenta detalhes ausentes na cena descrita no texto verbal.
b)
retrata fielmente a cena descrita por Machado de Assis.
c)
distorce a cena descrita no romance.
d)
expressa um sentimento inadequado à situação.
e)
contraria o que descreve Machado de Assis.
RESPOSTA A.
Percebe - se algumas variações na descrição da cena, Os fortes traç´´os na imagem demonstram a presença de
uma chuva forte, enquanto que, no velório, o personagem Brás Cubas descreve a
situação com uma chuva miúda, fraca é uma diferença.
2. Das características abaixo, assinale a
que não pertence ao Realismo:
a)
Preocupação critica.
b)
Visão materialista da realidade.
c)
Ênfase nos problemas morais e sociais.
d)
Valorização da Igreja.
e)
Determinismo na atuação das personagens.
RESPOSTA D.



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