PONTUAÇÃO.
Em todas as assertivas abaixo o emprego da(s) vírgula(s) se faz
necessário, exceto em uma. Marque-a:
A
Elas voltarão para o trabalho e eu ficarei em casa.
B
Entrei peguei a chave voltei às pressas para o carro.
C
As maçãs que estavam estragadas caíram no gramado.
D
De sua cidade ele sente falta.
E
Não entendo por que falam que você é estranha.
Analisando-se o trecho abaixo, manteria a sua correção gramatical e o
seu sentido original caso isolássemos entre vírgulas a palavra: “...
uma flor consolaria aquela deserdada; mas na disposição dos
seres infelizmente a Substância que lá devia ser rosa é
aqui na Baixa homem de Estado...” (Eça de Queiroz)
A
“infelizmente”
B
“consolaria”
C
“disposição”
D
“rosa”
Medo da eternidade


LISPECTOR, Clarice. Medo da
eternidade. Jornal do Brasil, Rio de Janeiro, Caderno B, p.2, 6
jun. 1970.
A frase que apresenta todas as vírgulas corretamente empregadas, de
acordo com a norma-padrão da língua portuguesa, é:
A
A menina que descobriu o chicle, também experimentou, a possibilidade da
eternidade.
B
São consideradas maravilhosas, aquelas histórias de príncipes e fadas,
que vivem eternamente.
C
Aproveitou, a textura, o sabor docinho do chicle, e ainda o comparou com
o mundo impossível da eternidade.
D
Muitas crianças,
quando se deparam com o desconhecido, passam a fantasiar sobre ele na tentativa
de entendê-lo.
E
Quando as crianças
sonham, em serem príncipes, princesas e fadas, elas fantasiam sobre viverem
felizes para sempre.
ÉTICA PARA MEU
FILHO
(...)Veja: alguém pode
lamentar ter procedido mal mesmo estando razoavelmente certo de que não sofrerá
represálias por parte de nada nem de ninguém. É que, ao agirmos mal e nos
darmos conta disso, compreendemos que já estamos sendo castigados, que lesamos a
nós mesmos - pouco ou muito - voluntariamente. Não há pior castigo do que
perceber que por nossos atos estamos boicotando o que na verdade queremos
ser...
De onde vêm os remorsos?
Para mim está muito claro: de nossa liberdade. Se não fôssemos livres, não nos
poderíamos sentir culpados (nem orgulhosos, é claro) de nada e evitaríamos os
remorsos. Por isso, quando sabemos que fizemos algo vergonhoso procuramos
afirmar que não tivemos outro remédio senão agir assim, que não pudemos
escolher: “cumpri ordens de meus superiores”, “vi que todo o mundo fazia a
mesma coisa”, “perdi a cabeça”, “é mais forte do que eu”, “não percebi o que
estava fazendo”, etc. Do mesmo modo, quando o pote de geleia que estava em cima
do armário cai e quebra, a criança pequena grita chorosa: “Não fui eu!”. Grita
exatamente porque sabe que foi ela; se não fosse assim, nem se daria ao
trabalho de dizer nada, ou talvez até risse e pronto. Em compensação, ao fazer
um desenho muito bonito essa mesma criança irá proclamar: “Fiz sozinho, ninguém
me ajudou!” Do mesmo modo, ao crescermos, queremos sempre ser livres para nos
atribuir o mérito do que realizamos, mas preferimos confessar-nos “escravos das
circunstâncias” quando nossos atos não são exatamente gloriosos.
(SAVATER, Fernando.
Ética para meu filho.Trad. Monica Stahel. São Paulo: Martins Fontes, 1997.
Tradução de: Ética para Amador.)
Em relação à pontuação do 2º parágrafo, assinale o item INCORRETO:
A
A vírgula em “Se não fôssemos livres, não nos poderíamos sentir
culpados” é obrigatória.
B
Poder-se-iam substituir os parênteses em “(nem orgulhosos, é claro)”
por travessões, mantendo-se a correção gramatical.
C
Deveria ser inserida uma vírgula depois do vocábulo “vergonhoso”
em “quando sabemos que fizemos algo vergonhoso”.
D
Na sequência “cumpri ordens de meus superiores”, “vi que todo o mundo
fazia a mesma coisa”, “perdi a cabeça”, “é mais forte do que eu”, “não percebi
o que estava fazendo”, as vírgulas se fazem obrigatórias.
E
O emprego das vírgulas presentes em “Do mesmo modo,
ao crescermos, queremos sempre ser livres para nos atribuir o mérito do que
realizamos” é facultativo.
Constata-se, no texto, o emprego recorrente do sinal de pontuação
denominado aspas. Esse emprego justifica-se, pois:
A
indica a fala de outras personagens no texto.
B
serve para
delimitar, no contexto em que se insere, o que o autor defende e o que seria
por ele criticado em relação ao tema abordado.
C
destaca citações no texto.
D
exprime ironia, destacando expressões empregadas fora de seu contexto habitual.
E
destaca arcaísmos e
neologismos no texto.

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