QUESTÕES DE PORTUGUÊS IMPARH 2015. PEDAGOGIA.

Cortar o tempo Quem teve a ideia de cortar o tempo em fatias, a que se deu o nome de ano, foi um indivíduo genial. Industrializou a esperança, fazendo-a funcionar no limite da exaustão. Doze meses dão para qualquer ser humano se cansar e entregar os pontos. Aí entra o milagre da renovação e tudo começa outra vez, com outro número e outra vontade de acreditar que, daqui para adiante, vai ser diferente... Para você, desejo o sonho realizado, o amor esperado, a esperança renovada. Para você, desejo todas as cores desta vida, todas as alegrias que puder sorrir, todas as músicas que puder emocionar. Para você, neste novo ano, desejo que os amigos sejam mais cúmplices, que sua família esteja mais unida, que sua vida seja mais bem vivida. Gostaria de lhe desejar tantas coisas, mas nada seria suficiente... Então, desejo apenas que você tenha muitos desejos, desejos grandes, e que eles possam movê-lo, a cada minuto, ao rumo da sua felicidade! Adaptado de http://www.sbu.unicamp.br/lendoletras/index.php/textos/22-quando-drummond-fala. Acesso em 05.01.15. Atribui-se também a Roberto Pompeu de Toledo a autoria desse texto. 1. No trecho “Industrializou a esperança, fazendo-a funcionar no limite da exaustão” (l. 02), nota-se que o autor, por meio dessa metáfora, expressou: a) raiva. b) ironia. c) descaso. d) aborrecimento. Figura por meio da qual se diz o contrário do que se quer dar a entender; uso de palavra ou frase de sentido diverso ou oposto ao que deveria ser empr., para definir ou denominar algo [A ironia ressalta do contexto.]. 2. Quando o autor utilizou o termo “outro número” (l. 04), ele fez referência: a) à quantidade de dias de cada ano. b) ao milagre da renovação. c) ao ano que se iniciará. d) à ideia de progresso. Revellion 2020 - 2021 3. O segundo parágrafo baseia-se unicamente: a) nos desejos pela vontade de viver melhor. b) na capacidade de amar os outros. c) na esperança de dias melhores. d) nos votos do autor ao seu leitor. O autor deseja. 4. O pronome você é bastante empregado nesse texto. Ele é classificado como pronome de tratamento, o qual se refere à: a) segunda pessoa do plural. b) terceira pessoa do singular. c) primeira pessoa do singular. d) segunda pessoa do singular. Segunda pessoa do singular; tu e você 5. Antes do Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa (AOLP 1990), em vigor desde 1º. de janeiro de 2009, a palavra “ideia” (l. 01) era acentuada. Ela perdeu o acento gráfico por quê? a) Todas as palavras paroxítonas perderam o acento gráfico. b) Os ditongos abertos tônicos apenas se acentuam em posição oxítona. c) Não se acentuam mais os ditongos que são precedidos de outro ditongo. d) Somente são acentuados os vocábulos paroxítonos terminados em som nasal. Os ditongos éi, éu e ói, sempre que tiverem pronúncia aberta em palavras oxítonas (éi e não êi), são acentuados. Veja: éi (s): anéis, fiéis, papéis éu (s): troféu, céus ói (s): herói, constrói, caubóis Obs.: os ditongos abertos ocorridos em palavras paroxítonas NÃO são acentuados. Exemplos: assembleia, boia, colmeia, Coreia, estreia, heroico, ideia, jiboia, joia, paranoia, plateia, etc. Atenção: a palavra destróier é acentuada por ser uma paroxítona terminada em "r" (e não por possuir ditongo aberto "ói"). 6. No excerto “que os amigos sejam mais cúmplices, que sua família esteja mais unida, que sua vida seja mais bem vivida” (l. 07 e 08), empregaram-se, neste caso, os verbos no modo subjuntivo, em razão de: a) a oração subordinada exigir esse uso. b) esse modo verbal expressar um desejo. c) ele exprimir baixo comprometimento do falante. d) a objetividade ser uma característica desse modo verbal. Mas como posso expressar desejo em Português? Existem diferentes verbos que podemos usar e eles estarão no presente do subjuntivo e no pretérito imperfeito do subjuntivo. Vamos dar uma olhada em alguns exemplos a seguir: Verbos que expressam Desejo em Português Esperar – Eu espero que você se divirta no Rio de Janeiro. Desejar – Nós desejamos que vocês tenham um ótimo fim de semana. Pedir – Ele pediu que eu comprasse a carne pro churrasco. Preferir – Ela prefere que você fique em casa e descanse. Querer – Você quer que eu vá ao supermercado? Gostar – Eu gostaria que você falasse mais baixo. 7. Quanto à carga semântica do termo “cúmplices” (l. 07), empregado no texto em análise, assinale a alternativa correta. a) Esse adjetivo apresenta um sentido positivo. b) Essa palavra foi empregada expressando valor negativo. c) Existe equivalência semântica entre esse termo e codelinquente. d) O adjetivo sócio pode substituí-lo sem que haja alteração no sentido da frase. 8. O sujeito do verbo “funcionar” (l. 02) é: a) “o milagre da renovação”. b) “no limite da exaustão”. c) “a esperança”. d) “a ideia”. 9. Observe este fragmento “cortar o tempo em fatias” (l. 01). Em relação à regência desse verbo em tal trecho, é incorreto asseverar que: a) cortar é um verbo transitivo. b) o termo “o tempo” é o objeto direto. c) tal verbo é transitivo direto e indireto. d) “em fatias” não é complemento verbal. O TEMPO É CORTADO EM FATIAS... LOGO EM FATIAS É COMPLEMENTO NOMINAL. O complemento nominal refere-se somente a substantivos abstratos (no caso em questão, à fuga), advérbios e adjetivos. - O adjunto adnominal refere-se somente a substantivos, tanto concretos quanto abstratos. A fuga do ladrão foi inevitável. Aqui, constatamos que se trata de um substantivo abstrato – “fuga”. Da mesma forma, há um termo que agora não o complementa, mas sim delimita, especifica, representado pelo termo “do ladrão”. Poderia ser de qualquer outra pessoa. - O adjunto adnominal pratica a ação expressa pelo nome a que se refere. (O ladrão praticou a ação de fugir) O complemento nominal refere-se somente a substantivos abstratos. - O complemento nominal recebe a ação expressa pelo nome a que se refere. A polícia impediu a fuga do ladrão. A fuga do ladrão foi impedida pelo ladrão. Nesse caso, identificamos a presença de um substantivo abstrato – “fuga”. Temos também um termo que lhe completa o sentido – “do ladrão”. - O complemento nominal jamais indica posse. Já o adjunto adnominal pode indicar posse, isto é, a fuga pertence a alguém - ao ladrão. 10. As locuções adverbiais “outra vez” (l. 04) e “a cada minuto” (l. 10) exprimem a circunstância de: a) tempo. b) dúvida. c) finalidade. d) afirmação.

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