GÊNEROS TEXTUAIS.

Os gêneros literários são divisões feitas segundo características formais comuns em obras literárias, agrupando-as confo rme critérios estruturais, contextuais e semânticos, entre outros. - Gênero lírico; - Gênero épico ou narrativo ós, para que nossa relação seja verdadeira e Eterna Balada Uma das mais primitivas manifestações poéticas, são cantigas de amigo (elegias) com ritmo característico e refrão vocal que se destinam à dança. Canção (ou Cantiga, Trova) Poema oral com acompanhamento musical. Gazal (ou Gazel) Poesia amorosa dos persas e árabes; odes do oriente médio. Soneto É um texto em poesia com 14 versos, dividido em do is quartetos e dois tercetos. São as cantigas de autoria dos poetas vilões (canti ga s de escárnio e de maldizer); satíricas, portanto. Gênero Épico ou Narrativo Na Antiguidade Clássica, os padrões literários reconhe cidos eram apenas o épico, o lírico e o dramático. Com o passar dos a nos, o gênero épico pa ssou a ser considerado apenas u ma variante do gênero literário narrativo, d evido ao su rgimento de concepções de p rosa com características d iferentes: o romance, a novela, o conto, a crônica, a fábula. Épico (ou Epopeia) Os textos épicos são g eralmente longos e narram histórias de um po vo ou d e uma n ação, envolvem aventuras, g uerras, viagens, g estos h eroicos, e tc. Normalmente apresentam um tom de e xaltação, isto é, de va lorização de seus heróis e seus fe itos. Dois exemplos são O s Lusíadas, de L uís de Camões, e Odisseia, de Homero. Ensaio É u m texto literário breve, situado entre o poético e o didático, expondo ideias, críticas e reflexões morais e f ilosóficas a respeito de certo tema. É menos formal e mais flexível que o tratado. Consiste também na d efesa de u m ponto de vista pessoa l e subjetivo sobre um tema (humanístico, f ilosófico, político, social, cultural, moral, comportamental, etc.), sem que se pau te em fo rmalidades como d ocumentos ou provas empíricas ou dedutivas de caráter científico. Exemplo: Ensaio sobre a tolerância, de John Locke. Gênero Dramático Trata-se do texto escrito para ser encenado no teatro. Nesse tip o d e texto, não há um narrador contando a história. Ela “acontece” no palco, ou seja, é representada por atores, que assumem os papéis das personagens nas cenas. Tragédia É a representação d e um f ato tr ágico, suscetível de provocar comp aixão e terror. Ari stóteles afirmava que a tr agédia era "uma representação duma ação gr ave, de alguma extensão e completa, em linguagem figurada, co m atores agindo, não narrando, inspirando dó e terror" . Ex.: Romeu e Julieta, de Shakespeare. Farsa A f arsa consiste no exagero do cômico, graças ao emprego d e processos como o a bsurdo, as incongruências, os equívocos, a caricatura, o humor p rimário, as situações ridículas e, em especial, o engano. Comédia É a representação de um fato inspirado na vida e no sentimento comum, de riso fácil. Sua origem grega está ligada às f estas populares. Tragicomédia Moda lidade em que se misturam elementos trágicos e cômicos. Origina lmente, signif ic ava a mistura do real com o imaginário. Poesia de cordel Texto tipicamente brasileiro e m que se retrata, com forte apelo linguístico e cultural nordestinos, fatos diversos da sociedade e da realidade vivida por este povo. Questões 1. (TRT 1ª Região - Técnico Judiciário - INST .AOCP/2018) A indústria do espírito JORDI SOLER O filósof o Daniel Dennett propõe uma fó rmula para alcançar a felicidade: “Procure algo mais importante que você e dedique sua vida a isso”. Essa fó rmula vai na contracorrente do que propõe a indústria d o espírito no século XXI, que nos diz que não há fe licidade maior do que essa que sai de dentro de si mesmo, o que pode ser ve rdade no caso de um monge tibetano, mas não pa ra quem é o ob jeto d a indústria do e spírito, o atribulado cidadão comum do Ocidente que costuma encontrar a f elicidade do lado d e fora, e m outra pessoa, no seu entorno familiar e social, em seu trabalho, em um passate mpo, etc. [...] A indústria do espírito, uma das operações mercantis mais bem-sucedidas de nosso tempo, cresceu exponencialmente n os últimos anos, é só ver a quantidade de instrutores e pupilos de mindfulness e de ioga que existem ao nosso redor. Mindfulness e ioga em sua versão pop para o Ocidente, não precisamente a s antigas d isciplinas praticadas pelos mestres orien tais, mas um p roduto prático e de rápida aprendizagem que conserva sua estética, seu merchandising e suas toxinas culturais. [...] Frente a o argumento d e que a humanidade, f inalmente, tomou consciência de sua vida interior, por que demoramos tanto em alcançar esse degrau evolutivo ?, p roporia que, mais e xatamente, a burguesia ocidenta l é o objetivo de uma grande operação mercantil que tem mais a ver com a economia do que com o espírito, a saúde e a felicidade da espécie humana. [...] A indústria do espírito é um produto das sociedades industrializadas em que as pessoas já têm muito bem resolvidas as necessidades básicas, da moradia à comida até o Netf lix e o Spotify. Uma vez instalada no a ngustiante vazio produzido pelas necessidades resolvidas, a p essoa se movimenta pa ra participar de um grupo que lhe procure outra necessidade. Esse crescente coletivo de p essoas que cavam em si mesma s buscando a f elicidade já conseguiu instalar um novo narcisismo, um egocentrismo new age, u m egoísmo raivosamente autorreferencial que, p elo caminho, ve io alterar o f amoso equilíbrio la tino de mens sana in corpore sano , desviando-o descaradamente para o corpo. [...] Esse inovador ego centrismo new age encaixa d ivinamente nessa compulsão contemporânea d e cultivar o f ísico, não importa a idade, de se antepor o corpore à mens. Ao longo d a história da humanidade o o bjetivo havia sido tornar -se mais inte ligente à medida que se envelhecia; os idosos eram sábios, esse e ra seu valor, mas a gora vemos sua claudicação: os idosos já não que rem se r sábios, p referem estar robustos e musculosos, e deixam a sabedoria na s mãos do p rimeiro iluminado que se preste a dar cursos. [...] Parece que o requisito para se salvar no século XXI é inscrever -se em um curso, paga r a a lguém que nos d iga o que fa zer com nós mesmos e os passos que se deve seguir para viver cada instante com ple na consciência. Seria saudável não perder de vi sta q ue o objetivo principal d essas sessões pagas não é tanto salvar a si mesmo, mas manter estável a e conomia do espírito que, sem seus milhões de subscritores, regressaria ao nível que tinha no século XX, aquela época dourada do hedonismo suicida, em que o mindfulness e ra p atrimônio dos monges, a ioga era praticada por qua tro gatos pingados e o espírito era cultivado lendo livros em gratificante solidão. (Adaptado de: . Acess o em 27 mar. 2018) Sobre tipologia e gêneros textuais, assinale a alternativa correta. (A) O texto “A indústria d o e spírito” apresenta, majoritariamente, a tipologia na rrativa, a qual tipicamente emprega verbos no pretérito, como é possível n otar neste excerto: “A indústria do e spírito, uma das opera ções mercantis mais bem-sucedidas de nosso tempo, cresceu exponencialmente nos últimos anos [...]”. (B) Não há um número def inido de tipologias textuais, uma vez que elas surgem e desaparecem conforme as necessidades sociodiscursivas de determinada comunidade. (C) O segundo parágrafo do texto “A indústria do espírito” é composto por períodos simples, típicos da tipologia injuntiva. (D) A maneira com que o texto “A indústria do espírito” se inicia, utilizando uma citação, é comum no gênero textual carta aberta. (E) O texto “A indústria do espírito” é um exemplar do gênero textual artigo de opinião. 2. (IF/SC - Professor de Língua Portuguesa - 2017) De a cordo com Bakhtin, os usos da língua são tão variados quanto as possibilidades de interação humana. Assim, enunciados específicos para determinadas situações sociais, constituídos historicamente, configuram aquilo que esse autor chama de______. Assinale a alternativa que preenche CORRETAMENTE a lacuna do texto acima. (A) Textos (B) Tipos textuais (C) Gêneros (D) Discursos (E) Contextos MITOS: É uma forma de narrativa utilizada pelos povos antigos para explicar fatos da realidade e fenômenos da natureza que não eram compreendidos por eles. Os mitos se utilizam de muita simbologia, personagens sobrenaturais, deuses e heróis. Todos esses componentes são misturados a fatos reais, características humanas e pessoas que realmente existiram. Um dos objetivos do mito é transmitir conhecimentos e explicar fatos que a ciência ainda não havia explicado. Todas as culturas possuem seus mitos. Alguns assuntos como a criação do mundo, são bases para vários mitos diferentes. LENDAS: É uma narrativa baseada na tradição oral e de caráter maravilhoso, cujo argumento é tirado da tradição de um dado lugar. Sendo assim, relata os acontecimentos numa mistura entre referenciais históricos e imaginários. A lenda tem caráter anônimo e, geralmente, está marcado por um profundo sentimento de fatalidade. Tal sentimento é importante, porque fixa a presença do DESTINO, aquilo contra o que não se pode lutar e demonstra o pensamento humano dominado pela força do desconhecido. O folclore brasileiro é rico em lendas regionais. Destacam-se entre as lendas brasileiras: "Boitatá", "Boto-cor-de-rosa", "Caipora ou Curupira", "Iara", "Lobisomem", "Mula-sem-cabeça", "Negrinho do Pastoreio", "Saci Pererê" e "Vitória Régia." FÁBULAS: Narrativa inverossímil, com fundo didático tem como objetivo transmitir uma lição de moral. É oferecido, então, um modelo de comportamento maniqueísta (filosofia dualística que divide o mundo entre bem, ou deus, e mal, ou o diabo), em que o "certo" deve ser copiado e o "errado", evitado. Caracteriza-se pela presença de animais e o uso constante da natureza para a alegorização da existência humana aproxima o público das "moralidades". Assim apresentam similaridade com a proposta das parábolas bíblicas. A proposta principal da fábula é a fusão de dois elementos: o lúdico e o pedagógico. As histórias ao mesmo tempo que distraem o leitor, apresentam as virtudes e os defeitos humanos através de animais. Acreditaram que a moral, para ser assimilada, precisava da alegria e distração contida na história dos animais que possuem características humanas. Desta maneira, a aparência de entretenimento camufla a proposta didática presente. CONTOS: Narração densa e breve de um episódio da vida, mais condensado do que a novela e o romance. Em geral, não apresenta divisão em capítulos. O conto tem uma estrutura fechada, com um número reduzido de personagens, a linguagem é simples e direta, não se utiliza de muitas figuras de linguagens ou de expressões com pluralidade de sentidos e possui apenas um clímax. Ao contrário da novela ou do romance, na qual a trama desdobra-se em conflitos secundários, o conto é conciso.

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